Quase quatro décadas se passaram, mas a tensão daquela noite de 1988 continua viva na memória dos noveleiros. A icônica cena da “maionese envenenada” de "Vale Tudo" transformou o Rio de Janeiro em cenário de uma verdadeira corrida contra o tempo, com Raquel (Regina Duarte) à frente de uma operação para salvar vidas e Celina (Nathalia Timberg) protagonizando um dos momentos mais dramáticos (e memoráveis) da novela.
Antes de ir ao ar na nova versão do novelão, vamos relembrar como os grandes atores da década de 80 marcaram a telinha? Pois bem... aperte bem os cintos e se prepare para uma viagem ao passado!
Interpretado por João Bourbonnais, Walter não poupou na crueldade. Com a missão de destruir Raquel Acioli, disparou para sua amante, Odete Roitman (Beatriz Segall): “Nós vamos fechar a Paladar. Essa Raquel Acioli vai voltar a vender sanduíche na praia, sim".
Odete, com seu sorriso malicioso, já saboreava a queda da rival. Em seguida, o público viu o vilão colocar frascos de veneno dentro das maioneses, dando início a uma das maiores crises da trama. Sem imaginar o perigo, Lucimar (Maria Gladys), faminta, entra no restaurante, serve-se de um prato generoso de maionese e come até revirar os olhos. Pouco depois, começa a passar mal.
Ao saber do ocorrido, Raquel e a equipe se desesperam para ajudar a diarista. “Ai, dona Raquel, eu vomitei tanto… quase morri sentada naquele vaso. Eu não quero dar trabalho, não. Eu só quero um pouquinho d’água, não quero ir embora”, diz ela, debilitada.
O pânico aumenta quando Lucimar, chorando, grita: “Eu não quero morrer! Eu só comi um pouquinho de maionese porque estava com fome…”. Tadinha, minha gente! Raquel, nervosa, reage de imediato. “A maionese fez mal para ela! Vamos levá-la ao hospital imediatamente. Ninguém pode comer essa maionese!”, constata, também em desespero.
Com os telefones falhando, avisar os outros fornecedores se torna um desafio. Raquel, então, decide: “Vamos traçar um plano de ação!”. Uma diva preparada! Em minutos, a crise mobiliza todos, incluindo a sócia Celina, irmã de Odete, que chega para reforçar a força-tarefa. “Meio-dia em ponto eles servem as refeições… está faltando alguém para Jacarepaguá”, calcula Raquel, motivando a equipe.
E avisa com firmeza: “Parece uma gincana, mas não é! Tem gente correndo risco de vida. Se alguém parar no hospital por causa dessa maionese, a responsabilidade é nossa!”.
O momento mais dramático (e levemente cômico, no melhor estilo Almodóvar) fica por conta dos takes envolvendo Celina. Ela chega a um restaurante no exato instante em que um cliente está prestes a levar o garfo à boca e, num grito de urgência, ordena: “Para! Ninguém come essa maionese!”.
O caos é instaurado em um plano sequência de dar gosto! "Não é para servir a maionese. Eu sou sócia do estabelecimento e estou dizendo. Se alguém morrer, eu vou levar você para os tribunais", diz para a dona do lugar.
De Caju a Niterói, a equipe consegue recolher toda a maionese contaminada. Mais tarde, Raquel descobre que a mente por trás do crime era Odete. “Uma tentativa de assassinato!”, reage Poliana (Pedro Paulo Rangel), estarrecido. Será que a nova versão será tão icônica quanto a original? Relembre abaixo: